sábado, 10 de julho de 2010





Desaprendi a ler. Leio páginas e páginas sem ler nada.
O que é que eu perdi?



Dez.



Estou encostado a uma casa velha, a cair de podre. A casa, não eu.
Vejo-te chegar, esbelta. Esse teu andar cheio de postura, certeza, carácter... cheio de ti.
Caminhas como uma princesa sobre este chão destruido pelas máquinas de fazer merda, vulgo pombas. Os carros cospem cancro pulmonar pelo cano de escape e viajam a uma velocidade tão absurda que parece que todos os condutores são cardiologistas a caminho de operar 10 pessoas. Sim, 10. Dez. Dez é o número certo! Parece-me. Foi um aparte, desculpem.

Tu continuas, como se nada te abalasse. Como se tudo o resto fosse apenas isso, resto.

E páras! A um passo de mim. Encaras-me com esses olhos escuros, lábios finos apetitosos.
Essa tua pele de bronze que me faz brilhar os olhos.
Ficas ali, a um passo de mim. A desviar o olhar quando eu te fito. E eu, cobarde como sou, desvio o meu.
Reparo em tudo em ti. Desde as magnificas curvas, ao penteado de menina. O teu sorriso; ai! Esse sorriso capaz de vencer guerras!!

Ficamos numa dança de olhares por um tempo que eu quis que fosse eterno.
Chega o autocarro que me vai levar ao trabalho. Eu entro e olho-te uma ultima vez.

Adeus desconhecida, foi um prazer Ver-te.

terça-feira, 29 de junho de 2010





Preciso de mim. Sinto a minha falta.



segunda-feira, 24 de maio de 2010

Suicídio.







Suicídio não é a resposta!
Mas é uma questão que já muitos colocaram...





quarta-feira, 28 de abril de 2010





Tenho saudades de me sentar de pernas cruzadas para ouvir uma estória de criança.



sexta-feira, 23 de abril de 2010






ser Poeta não é escrever A-B, A-B




domingo, 18 de abril de 2010

Derrame verbal



Tive um acidente grave. Bati a alta eloquência contra uma parede de texto.
Com tamanha força que achei que tinha ficado em papa de letras.

Chegam os poetas na ambulância, alguém ligou para as urgências da biblioteca.
Desinfectam-me os parágrafos, limpam-me os erros e dão-me pontos nas frases recém abertas.

Ligam-me as histórias, sentam-me numa cadeira de palavras.
Perguntam-me o meu nome e dizem:
"O Sr. tem que nos acompanhar para um exame, teve um derrame verbal na ponta dos dedos."

Eu olho para o chão e vejo toda aquela tinta que me escorreu das mãos só para escrever que te amo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Motel Cabinda

Esta é uma das 2 músicas que me fazem pensar em ti inevitavelmente. E a criancinha em mim tem necessidade de o partilhar, de o gritar ao mundo.


"e outra vez, e outra vez, e outra vez"




Saudades.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Lição de Vida



Era uma vez um pequeno pássaro que, por estar imenso frio, tinha dificuldades em voar e caiu num descampado coberto de neve. O pobre coitado a morrer de frio e sozinho, sente algo próximo e ganha esperança. Então chega uma vaca, caga-lhe em cima e vai embora. A merda como estava quente, salvou-o. Ao sentir novamente a presença de um animal cantou para que o ajudassem a sair dali. Veio um gato, tirou o passarinho da merda e comeu-o!!

Moral da história:
Nem sempre quem te caga em cima te quer mal.
Nem sempre quem te tira da merda é teu amigo.
E se um dia estiveres na merda, está calado!!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Reconhecer-me





É um novo espaço. Só porque sim, só porque eu quero. Para mudar de ares.
Sou uma criancinha grande. Acredito nos contos de fadas e em amores platónicos.
Para mim, Palahniuk é como um mestre. E Dante, ah! esse foi um deus da literatura.
Aqui vou deixar imensas coisas. Cartas de amor, dos mil amores que tive, tenho, ou irei ter. Palavras soltas, imagens perdidas. Lágrimas e sorrisos.

Vou deixar aqui um pedaço de mim.

Todos os meus amores, são pedaços da minha própria Beatriz. E todas as palavras que lhes escrevo, são o meu inferno pessoal.

Quero mudar de ares para me reconhecer. Para me distinguir do meu alter ego e para que também os outros nos distingam.


Com prazer,
João Castro